sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Não quero mais



Quero me unir há você...

Eu,  você em um corpo só.



Chorando, rindo...

O diabo que for.



Aqui ou ali, sempre na mesma

Face.

Na  mesma  carne.



Tantas faces...

Faces das facetas,

dos fatos fatais.



Feridas fingidas que,

finges que sente.



Minha face na tua.

Minha carne na sua...



Meu coração,

na casa ao lado.

(Bianca Ignês)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Lembranças





Duas noites!

Apenas duas  noites...

Simples olhar me encantou,

Me deu o mundo!

Graças ao teu prazer.



Teu nome tu me sussurrava baixinho...

Porém, não me prometeu amor eterno.



Sonhei loucamente;

Senti teu  corpo;

Teu cheiro;



Não queria amor eterno!

Mais naquele  momento...



Sonhei que tu nunca irias,

sair dos meus braços.



Pois ao abrir meus  olhos,

me peguei abraçadas

nas lembranças.



Somente lembranças...



(Bianca Ignês)

Menina


Ho, menina tu com este cabelo crespo,
com este olhar sereno, e com este
andar tão suave.

Tu corre tão assustada dos meus sorrisos.
Te acalma menina! Só quero lhe ver passar.

Há, menina tu só podes ser um anjo...

Tu não anda; voa
Tu não fala; canta
Tu não olha; transmite

Tu não me amas, apenas não me quer.
(Bianca Ignês)

Teu sorriso





 Teu sorriso tão alvo,

Tão simples, que me abre as portas

do coração.



Como as nuvens, mostram o calor

do sol quando sem teus sorrisos

me encontro.



Por que só você pode me dar calor?

Mesmo em dias tão frios...

(Bianca Ignês)

Não quero mais



Não quero mais unir você,

aos meus sonhos...

vou negar todos os,

contos de fada.



Não quero mais te ver.

Vou esconder nossos atalhos...

Nem que eu tenha me perder.



Não quero mais amar você.

Vou andar e tentar te esquecer...

Nem que eu tenha que me

 render.



(Bianca Ignês)

Cometi erros



Posso afirmar em palavras duras,

Que já errei como aprendiz

da  vida.



Afirmo com palavras mais elegantes...

Que sim! Eu já errei por

Amor.



Não tenho vergonha de comete-los...

Mais sim, de não concerta-los.

(Bianca Ignês)

Meu bem,amor meu



Es aquele dos olhos cor

da noite,

que brilha reluzente em

um calor fugaz.



Teu sorriso é mais vibrante,

do que as ondas do mar.



Ho meu bem, amor meu...



Somente você para me dar vontade,

de sentir o aroma, e adocicar

meu jardim...



Saudades de ti sinto meu bem,

quando somes de repente atrás

do tempo...



Mais algo me  diz, que  logo

irei ver esta tua  pele em perolada.

Que é conjunto deste teu olhar,

tão marcante.



E sei que tu viras com os  braços estendidos,

para me abraçar...



E que  por fim, irei lhe dizer:

-Meu bem...Amor meu!

(Bianca Ignês)


Lagrimas solitarias


De  um rosto serio e sereno,

uma lagrima corre seu de um rosto,

de uma amante do amor.



Sem movimento em sua face,

a moça se debulha em lagrimas

solitárias.



Todas param em um retrato, onde jura

 ser seu amor...

Ela sente seu coração doer.

Mais é uma dor sem resposta.



A moça chora até cair em

sono profundo...

A moça chora até seu coração,

Adormecer de dor.

(Bianca Ignês)




Sem tempo




Chuva  cai  em  um tempo perdido.
Não sei que horas são, e  nem
o local onde me encontro.


Talvez seja primavera...
Talvez seja um sonho...

Quem dera que eu seja um rio.
Um simples rio largo,
que se perde na imensidão
dos  anos.
                                                                 
                                                                        (Bianca Ignês)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

invasor de sonhos




Tormenta de sentimentos pulsa em meu peito.

Tirando minha direção...



Como tu podes fazer isso comigo?

Sou aquela que te nega meus sonhos.



Porém, mesmo assim...

Vossa senhoria, em meus sentidos

invade.



Tirando a calmaria de meu silencio.

Me deixando perdida e atormentada,

nessa imensa escuridão...

onde me encontro.

(Bianca Ignês)

Amor por algum tempo

A quem quero  enganar.
Não preciso mentir,  que é  por ti
que  clamo.

Te amo,  te amo...
Desculpe se me descabelei.
Perdia cabeça  num jogo de azar.

Fogo ardente, queima papel...
Queima tua  roupa...

Desculpe amor ,se te arranhei.
Meus extintos estão muito
aguçados.

Te amo, te amo
Te pego e te largo,
te jogo  no vento...

desculpa amor!
Eu não sou de ninguém.
(Bianca Ignês)


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O que afirmar






O que posso lhe afirmar para ti, se não

for que eu te amo.



O que posso fazer, para te conquistar?



O que posso afirmar para ti,

que eu jamais irei esquece-lo

(Bianca Ignês)

Vamos fugir?





Vamos se perder nas peças que avida nos pregara,

e depois fugir para lugar nenhum.



Vamos sumir no mundo e ver o nosso futuro,

abrir mão do nosso passado.



Vamos esquecer todos, e viver no paraíso.

E dormir cobertos de  estrelas.

(Bianca Ignês)

Meu outro eu



Pedi permissão para mim, enfrente ao espelho.

Perguntei se eu poderia largar minhas obrigações,

e ir ao encontro de um grande amor.



                Meu outro eu, refletido ao espelho, não me responde...

Mais vejo olhos angustiados, e discretamente minha alma chora.

 (Bianca Ignês)

domingo, 25 de dezembro de 2011

A mulata e a roda de samba



domingo a noite me arrumo feito doutor.

Corro pra praça de ,e vou ver

minha  mulata na roda de samba.



Sento em frente ao botequim, ouço

o samba sem fim...

E  não tiro  os  olhos da mulata.



Ela samba, ela canta...

Ela sente á poesia.

Só não sente, que eu sou um

Pobre homem apaixonado.



Tomo todas até tomar coragem, e ir

me presentar...



Mais a flor morena, só tem olhos

Pro sujeito pagodeiro.



Que também tem os olhos voltados

para  minha morena.

(Bianca Ignês)




Mundo

Não a como imaginar, Nem disfarçar.
Que o mundo  não é como queríamos que fosse.

Crianças se perdem, em tuneis sem volta...
Em caminhos sem eira e nem beira.

Os segredos que estampam faces,
com profundas linhas de historias, que de imaginar
nos deixa aflitos.

Os sentidos da crueldade humana,
reprime os fatos que consideramos normais.
(Bianca Ignês)

sábado, 24 de dezembro de 2011

O amor partiu








Um homem grita na sacada.

Na janela passa seu grande amor...



O caminho de um beco se fecha.

A alma chora de horror.

(Bianca Ignês)

Necessito do seu amor



Ho meu amor, te dou meu tímido, coração.
Dou-te o brilho mais alvo da constelação.
Posso até mesmo te dar o sol, a lua e o mar.

Por ti meu doce encanto , vou mover montanhas,
E fazer tremer á terra se preciso for.

Te darei os  melhores versos, loucos de amor
Te darei o impossível, e o fantasmagórico...

Pois tu es meu encanto.
Sem ti eu não sobrevivo...

Necessito do seu arrisco amor,
para que possa respirar.
(Bianca Ignês)

As vezes...




As vezes você me assusta, conforme

Você usa suas palavras.

Juro que por alguns segundos,

tenho certeza, que tu já me esqueceu.



Porém, quando penso que acabou,

Lá vens tu, com as mais doces  palavras...

Mais doces que os sonetos apaixonados, de

Skespherer.



Não sei, o que te vem  em mente, quando digo que te amo...

Pois quando tu me responde, dizendo

que também  me amas...



Para mim, o mundo poderia terminar

no exato momento.

(Bianca Ignês)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Cativeiro




Cativeiro sempre tem terreiro de chão batido,

Onde brinca os negrinhos de São Cosme e Damião.



Cativeiro sempre tem terreiro de chão batido,

Onde baixa vó Maria, tia Ana e pai João.

(Bianca Ignês)

Apenas os loucos





Amor, uma questão inextricável...

Pois nem os sábios podem desvendar.



O amor, é somente para pessoas,

que carregam o dom ludibrio.



Pois a única forma, de desvendar

tal mistério...Somente sendo um louco!

(Bianca Ignês)

Eu jamais...




Modifiquei tantas coisas,

escondi tantas verdades,

jamais  menti!



Colori o céu de anil,

Transformei palavras,

jamais menti!



Tantas vezes mudei caminhos,

Exclui varias regras,

Jamais menti!



Quantas vezes dei o troco nas palavras,

jamais te trai!

(Bianca Ignês)


Coração maldito



Coração bate, pula e  chora...

Diz  que ama, mais  devora...

arranca o desejo, e fica  o sonho.

O sonho se torna pesadelo,

a  menina  vê que seu amor

é obra dos seus sentidos.



Então, lagrimas vão para o fim...

Rolando e começando, um novo, amor sem fim.

(Bianca Ignês)

Primavera


O  doce encanto da primavera chegou...

Chegou para embalar, os jovens corações

apaixonados.



As flores dançam conforme o vento.

Se abrem em plena madrugada, com

o beijo suave do orvalho.



Desperta o fogo, nos corações mais solitários...

E trás consigo, a melodia das cantigas dos pássaros.



Cantigas que fazem as delicadas borboletas,

verem o mundo pela primeira vez.



E dançam alegremente, e nos faz sorrir...

Faz-nos crer, que viver é amar na primavera.

(Bianca Ignês)